sexta-feira, novembro 24, 2006

Voto obrigatório

Se o voto fosse facultativo, metade não votaria?Se o voto fosse facultativo no Brasil, os eleitores com idade superior a 18 e inferior a 69 anos, que hoje são obrigados por lei a votar, sujeitos à multa e até prisão por não cumprimento da lei. Mas se dividirmos em duas partes: uma metade não votaria e a outra faria questão de votar.

Na segunda-feira, 4 de outubro, quando a apuração dos quase 120 milhões de votos for concluída, boa parte do Brasil renovará suas esperanças na busca pela construção de uma nação melhor. “O país que sairá das urnas será absolutamente o mesmo que temos hoje”, conclui Octaciano Nogueira é professor do Instituto de Ciência Política da UnB. E reafirma: “O Brasil nunca fez uma reforma política. A intenção é fazer uma reforma eleitoral” e então conclui: “O processo civilizatório brasileiro não se completou. Somos uma sociedade com muitas deficiências”
Nos Estados Unidos, onde o voto não é obrigatório, nas duas últimas eleições parlamentares votaram 33% dos eleitores e na seguinte, 31%. A democracia é o regime das maiorias, mas nos Estados Unidos é o regime das minorias.

O voto obrigatório em si não é o mal, mesmo porque o que é obrigatório no Brasil não é o voto. Você pode não votar, paga-se R$ 3,52 de multa, pode também justificar o voto, votar em branco, anular o voto. O mal esta em estabelecer penalidades para quem não vota.. A população brasileira esta desacreditada com o estado e seus governantes. E há também dificuldades de deslocamento para as pessoas com baixas rendas e quase sem nenhuma escolaridade, mas as pessoas votam mesmo assim..

A questão sobre a obrigatoriedade do voto deveria ser uma questão para o próprio povo decidir. Sou a favor de um plebiscito

terça-feira, novembro 21, 2006

Algumas faculdades abrem as portas para os deficientes físicos e mentais e estimulam o desenvolvimento dessas pessoas, longe das classes especiais

Tem sido assim, natural, a convivência de deficientes físicos com pessoas sem esses problemas, nas escolas e faculdades que adotam a prática da integração. Passada a fase da curiosidade, resolvida com respostas simples a perguntas como "por que seu rosto é diferente?", o incomum vira rotineiro.
Em todo o Brasil, estudantes como Bernardo freqüentam escolas orientadas por um novo modelo de educação: a inclusão. Pessoas com deficiência mental moderada e deficiências saudáveis. Estudos comprovam que assim elas ampliam sua capacidade de socialização e desenvolvimento potencialidades.
Desafios que amadurecem
Mas há outro tipo de desafio imposto a esses garotos: o de criar defesas contra as adversidades da vida real. O treino pode começar desde pequeno, onde eles não são poupados das brincadeiras maldosas, das gozações e das brigas comuns ao universo infantil. “As pessoas podem ser muito cruel, sobretudo quando está em grupo. A diferença faz surgir apelidos e fofocas”.
Todos ganham com a convivência das diferenças. Os deficientes saem fortalecidos pelo aprendizado emocional, social e intelectual. Seus colegas "normais" vencem resistências. Ao lidar com as peculariedades dos novos amigos, percebem a impropriedade de certos rótulos.
Medo sem Fundamento
Para os deficientes, outro ponto positivo da convivência é o alívio da tensão provocada por situações que poderiam se tornar dolorosa e constrangedoras. O que seria estigma vira brinquedo e elemento de integração. Ele é portador de paralisia nas pernas e com os amigos, aos poucos e sem perceber, vai tomando contato com valores de primeira grandeza, como amizade e respeito.

domingo, novembro 05, 2006

PESQUISA EM JORNALISMO
Após mais de 30 anos da defesa da primeira tese de doutorado no país, a pesquisa em jornalismo, cada vez mais conquista os profissionais dessa área. A qualidade da produção de estudos acadêmicos brasileiros deste campo pode ser avaliada na quantidade de artigos publicados em revistas científicas de comunicação social, tanto nacionais como as estrangeiras. O aumento da quantidade da produção levou ao aparecimento de novas publicações, como Pauta Geral, editada em Salvador, desde 1993, e o Anuário de Jornalismo, da Faculdade Cásper Líbero, em 2000.
A nova safra de periódicos tipifica um mercado editorial desbravado por revistas como Cadernos de Jornalismo do Jornal do Brasil, nos anos 60, Cadernos de Jornalismo, da ECA-USP, nos anos 70, ou Anuário de Jornalismo, lançadonos anos 90 pela ECA-USP.
Podemos citar o número de pesquisadores no campo do jornalismo nos grupos de pesquisa em comunicação nos cursos de pós-graduação como na Faculdade Estácio de Sá de Belo Horizonte, UNIBH, PUC MINAS, Newton Paiva e muitas outras como a Universidade Federal de Belo Horizonte, que investe pesado em pesquisas, com bolsa auxilio para alunos que estão buscando os títulos de Mestres e Doutores numa universidade federal.
Considerando todos estes aspectos, a iniciativa das sociedades científicas acompanhou a evolução da necessidade do profissional ampliar seus conhecimentos, e com isso carregando uma enorme responsabilidade no campo da comunicação social.A Sociedade Brasileira dos Pesquisadores em Jornalismo que, a exemplo de congêneres como a Sociedade Brasileira dos Pesquisadores em Cinema, busca agregar estudiosos de uma área específica do conhecimento, nasce com o propósito de atuar em conjunto com todas as demais associações científicas ou acadêmicas já existentes, como Intercom, Compôs e Fórum de Professores de Jornalismo.