terça-feira, novembro 21, 2006

Algumas faculdades abrem as portas para os deficientes físicos e mentais e estimulam o desenvolvimento dessas pessoas, longe das classes especiais

Tem sido assim, natural, a convivência de deficientes físicos com pessoas sem esses problemas, nas escolas e faculdades que adotam a prática da integração. Passada a fase da curiosidade, resolvida com respostas simples a perguntas como "por que seu rosto é diferente?", o incomum vira rotineiro.
Em todo o Brasil, estudantes como Bernardo freqüentam escolas orientadas por um novo modelo de educação: a inclusão. Pessoas com deficiência mental moderada e deficiências saudáveis. Estudos comprovam que assim elas ampliam sua capacidade de socialização e desenvolvimento potencialidades.
Desafios que amadurecem
Mas há outro tipo de desafio imposto a esses garotos: o de criar defesas contra as adversidades da vida real. O treino pode começar desde pequeno, onde eles não são poupados das brincadeiras maldosas, das gozações e das brigas comuns ao universo infantil. “As pessoas podem ser muito cruel, sobretudo quando está em grupo. A diferença faz surgir apelidos e fofocas”.
Todos ganham com a convivência das diferenças. Os deficientes saem fortalecidos pelo aprendizado emocional, social e intelectual. Seus colegas "normais" vencem resistências. Ao lidar com as peculariedades dos novos amigos, percebem a impropriedade de certos rótulos.
Medo sem Fundamento
Para os deficientes, outro ponto positivo da convivência é o alívio da tensão provocada por situações que poderiam se tornar dolorosa e constrangedoras. O que seria estigma vira brinquedo e elemento de integração. Ele é portador de paralisia nas pernas e com os amigos, aos poucos e sem perceber, vai tomando contato com valores de primeira grandeza, como amizade e respeito.